A Região Centro é uma das regiões mais diversificadas de Portugal — do litoral industrial (Leiria, Aveiro, Coimbra) ao interior agrícola e turístico (Viseu, Guarda, Castelo Branco). Classificada como região menos desenvolvida, beneficia de taxas de apoio elevadas (até 75% para micro empresas) e de um programa regional dedicado, o Centro 2030. A região destaca-se pela forte indústria de moldes, cerâmica, vidro, agro-alimentar e madeira.
Taxas de apoio
Como região menos desenvolvida, o Centro oferece taxas de apoio idênticas ao Norte — até 75% para micro empresas, 55% para pequenas e 45% para médias nos Sistemas de Incentivos. Os territórios de baixa densidade — que cobrem uma vasta área do interior da região — beneficiam de IRC a 12,5%, RFAI a 25% e majorações adicionais em muitos avisos.
Programa Centro 2030
O Centro 2030 gere avisos regionais para empresas da Região Centro, complementando os avisos nacionais do COMPETE 2030. O programa é gerido pela CCDRC (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro) e tem avisos próprios de investimento produtivo e digitalização para PME, coesão territorial para municípios e comunidades intermunicipais, desenvolvimento urbano sustentável, e turismo e valorização do património cultural.
Os avisos regionais do Centro 2030 podem ter menor concorrência que os nacionais, o que aumenta a probabilidade de aprovação. Os critérios de mérito valorizam frequentemente a localização em territórios de baixa densidade e a criação de emprego qualificado.
Sectores com mais apoios
A Região Centro é particularmente forte em sectores com boa elegibilidade nos incentivos. A indústria de moldes (Marinha Grande, Oliveira de Azeméis) é líder mundial e acede ao SICE e SIFIDE II em condições excelentes. A cerâmica e vidro (Marinha Grande, Caldas da Rainha) são sectores tradicionais com oportunidades de modernização. O agro-alimentar (queijos, azeite, vinho, fruta) tem dupla elegibilidade PEPAC + COMPETE 2030. A floresta e madeira (Pinhal Interior) acede a apoios específicos de gestão florestal e transformação. O turismo (Coimbra, Serra da Estrela, Aldeias Históricas) é uma aposta regional forte.
Interior da Região Centro
O interior da Região Centro (Beira Interior Norte e Sul, Pinhal Interior, Serra da Estrela) é maioritariamente classificado como território de baixa densidade, com todas as vantagens associadas: IRC reduzido, RFAI majorado, taxas de apoio superiores e menor concorrência nos avisos regionais.
O SI Base Territorial é particularmente relevante para micro e pequenas empresas no interior do Centro — investimentos a partir de 25.000 € com taxas até 75%. Os apoios ao turismo rural são uma opção forte para o interior, dada a riqueza patrimonial e natural da região.
Ecossistema de apoio
O ecossistema inclui a Universidade de Coimbra e o Instituto Pedro Nunes (IPN) para I&D e incubação, a Universidade de Aveiro para parcerias tecnológicas, o CENTIMFE (centro tecnológico da indústria de moldes), o IPC (Instituto Politécnico de Coimbra) e a rede de centros de emprego do IEFP. As associações como a NERLEI (Leiria) e a AIRV (Viseu) apoiam na identificação de incentivos.
Perguntas frequentes
Aveiro e Coimbra têm as mesmas taxas que o interior?
As taxas base dos Sistemas de Incentivos são idênticas em toda a NUTS II Centro. A diferença está nos benefícios fiscais: o interior (baixa densidade) tem IRC a 12,5% e RFAI a 25%, enquanto o litoral urbano tem IRC a 17% e RFAI a 25% (mesma taxa por ser região menos desenvolvida).
A indústria de moldes tem incentivos específicos?
Não há incentivos exclusivos, mas o sector é dos mais elegíveis: CAE de fabricação de moldes é elegível em todos os avisos COMPETE 2030, o SIFIDE II aplica-se directamente ao desenvolvimento de moldes inovadores, e o CENTIMFE é parceiro natural para projectos SIID.
Empresas de turismo na Serra da Estrela têm apoios especiais?
Sim — beneficiam da combinação de taxas elevadas (região menos desenvolvida), majorações de baixa densidade, e avisos específicos do Centro 2030 para turismo e valorização do património. Os apoios ao turismo rural e de natureza são particularmente adequados.
Última actualização: Fevereiro de 2026.